| Marcha pelo Clima no Rio, com Marina Silva! |
11/09/09 |
No Rio, no domingo 27/9 mobilização pelo clima,
como vistas à participação brasileira na Conferência de Copenhagen. Os
relatórios científicos são alarmantes, a situação exige ação! Vamos com Marina!

A dramática situação do
Ártico ilustrada por duas fotos
de satélite no mesmo dia do ano.
O movimento Brasil no Clima vai se mobilizar na segunda quinzena de setembro com
vistas à Conferencia de Copenhagen, nos dias 7 a 19 de dezembro. O papel do
Brasil é crucial nessa conferência que, até o momento, não dá margem a muito
otimismo.
Cada relatório cientifico que recebemos sobre o aquecimento do planeta é mais
preocupante do que o anterior. Sistematicamente confirmam-se o cenários piores
dentre os elaborados pelos cientistas do IPCC(Intergovernamental Panel on
Climate Change) da ONU.
Atualmente a maior preocupação está no derretimento muito mais rápido do que o
previsto do polo Ártico e das geleiras do Himalaia e Andes. Essas geleiras são
responsáveis pelo abastecimento de água de mais de bilhões de pessoas! O
derretimento do Ártico não só influencia o nível dos oceanos como acarreta a
liberação na atmosfera de enormes quantinades de gás metano armazenadas no gelo.
O metano é mais de 20 vezes mais poluente que o C02 e os cientistas temem que
isso possa tornar o aquecimento global exponencial e auto-alimentável num
circulo vicioso, comprometendo inclusive os esforços de redução de emissões tão
penosamente implementados! Pior: há depósitos de metano no fundo do mar que
também podem ser liberados com o aquecimento dos oceanos.
Apesar disso ainda existe uma janela de oportunidade de uns dez a vinte anos
para tentar conter o aquecimento do planeta no limite de 2 graus acima dos quais
deverá ter efeitos catastróficos para nossos filhos e netos. Essa oportunidade
depende de se conseguir uma redução de no mínimo 40% das emissões, até 2020, e
de 80% até 2050. Isso depende de medidas a serem tomadas tanto por países
desenvolvidos(EUA, Japão e Europa) quanto pelos grandes países em
desenvolvimento: China, India e Brasil. Até agora as medidas aceitas ficam muito
aquém do mínimo necessário.
O Brasil joga um papel fundamen tal pois, dentro de toda dificuldade, tem mais
facilidade relativa em conter suas emissões que ainda provêm, majoritariamente,
das queimadas na Amazônia. No entanto, já se faz sentir a influência das
absurdas termoelétricas a carvão e da ampliação do transporte rodoviário, em
geral. O novo inventário brasileiro de Gases de Efeito Estufa(GEEs) vai moster
um forte incremento das fontes de emissão não-florestais.
Por outro lado, a posição diplomática do Brasil é de grande influência. Temos a
oportunidade de assumir a liderança do processo e influenciar tanto os países
desenvolvidos quanto dos emergentes. O Brasil, em tese reúne as condições
ecológicas e diplomáticas para ser uma voz decisiva.
Para tanto, no entanto, o Brasil precisa ter uma proposta audaciosa e assumir
compromissos claros em relação a suas próprias emissões. O movimento Brasil no
Clima e os verdes propõem:
DO BRASIL PARA O BRASIL
M etas de redução claras, obrigatórias e internacionalmente verificáveis tanto
na área florestal quanto nas de energia, indústrias, transportes e
agricultura/pecuária:
I - Desmatamento zero: uma moratória do desmatamento na floresta amazônica uma
vez que o próprio ministério da Agricultura admite que já há espaço de sobra
para pecuária e para a agricultura em terras já desmatadas previamente e que a
fronteira agricola pode se estabilizar. Isso depende de fiscalização, repressão
aos desmatadores mas também de subsídios aos pequenos produtores para manter a
floresta em pé e pode ser financiado, em boa parte, por créditos de carbono.
II - Carvão zero: uma moratória na construção de novas termoelétricas a carvão.
A adoção de regras da neutralização do carbono das siderurgicas e de outras
industrias. Elas deverão não só neutralizar suas emissões de carbono,
financiando projetos de compensação, por absorção ou redução de carbono noutras
atividades, como ter uma meta adicional idêntica aquela meta de redução que seja
nacionalmente prevista para o setor industrial e de transportes.
DO BRASIL PARA O PLANETA
Responsabilidade geral planetária baseada no dois seguintes critérios:
II - Poluidor pagador: os países industrializados (Europa, Japão, EUA) devem
contribuir com o esforço internacional de financiamento da reconversão mundial
para o baixo carbono na proporção de suas responsabilidades históricas no
acúmulo de GEEs na atmosfera, ou seja, 70%.
2 - Metas para todos: todos os países --inclusive os grandes emergentes, China,
India e Brasil-- devem ter metas claras, obrigatórias e internacionalmente
verificáveis, de redução de GEEs na proporção de suas emissões.
Estamos tremendamente longe de tudo isso, apesar de ser, apenas, o mínimo
necessário! A Conferência de Copenhagen parece caminhar em direção a um regat
eio sem sentido de urgência do tipo "rodada comercial" da OMC.
O governo brasileiro parece confuso e dividido com sinalizações contraditórias,
inclusive do próprio presidente Lula que ora despreza ora reconhece a
importância do tema.
Só os povos mobilizados, as opiniões públicas dos muitos países que formam a
opinião pública planetária poderão fazer a diferença e salvar o preocesso de
Copenhagen. Para tanto deveremos todos nos mobilizar na redes sociais, na
internet mas, sobretudo, na rua. E o Rio de Janeiro começa fazendo sua parte no
domingo, dia 27.
VAMOS MARCHAR PELO CLIMA COM MARINA SILVA!
Rio de Janeiro, domingo 27 de setembro. Às 11 horas, do final do Leblon ao Leme!
Venha e traga suas crianças! É do futuro delas que estamos tratando!.
