O Partido Verde terá candidatura própria à presidência, em 2010

17/07/09

Candidatura própria, relançamento da campanha Brasil no Clima, em setembro, congresso programático, em novembro, e ênfase nas campanhas a deputado federal para constituir uma forte bancada verde.

Fonte: Verdepress-RJ

Os verdes vão relançar a campanha Brasil no Clima, em setembro.

Em uma reunião concorrida e animada, a Executiva Nacional do PV tomou, no dia 8/7, em Brasília, por consenso, diversas decisões importantes que deverão nortear a atuação nacional do PV nos próximos dois anos.

1 - Candidatura própria à presidência.

O PV não apoiará nem o governador José Serra (PSDB) nem a ministra Dilma Rouseff (PT) no primeiro turno das eleições de 2010. A decisão é lançar uma candidatura verde que expresse claramente nossa visão, que não são contempladas por nenhuma das duas alas da social-democracia desenvolvimentista que se alternam no governo do Brasil, cada uma delas aliadas, a seu tempo, com setores atrasados da política e da sociedade brasileira.

Há vários nomes disponíveis e essa questão deverá ser equacionada até final de agosto. Há, nesse momento, uma clara e consensual preferência pela ex-ministra e senadora Marina Silva, caso ela se disponha ao desafio.

2 - Mobilização pelo clima.

O movimento Brasil no Clima deverá se remobilizar para manifestações em todas as cidades onde exista o PV. As primeiras duas serão de carater nacional, no Rio e em São Paulo, em setembro. O objetivo é pressionar o governo brasileiro com vistas à Conferência do Clima de Copenhagen, entre os dias 7 e 21 de dezembro.

3 - Congresso programático, em novembro.

O PV vai realizar um congresso programático, em novembro, com o objetivo, não só de atualizar o programa partidário, como elaborar um programa de governo para a candidatura verde à presidência.

4 - Ampliar a bancada no futuro Congresso

O PV vai realizar um grande esforço para ampliar qualitativa e quantitativamente sua bancada na Câmara de Deputados e no Senado, com o objetivo de barrar definitivamente a ofensiva dos ruralistas e outras forças do atraso e obrigar o futuro governo a uma política de sustentabilidade que leve em conta o programa mínimo dos verdes.